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Planilha Básica para Investimento em Ações

Para um melhor desempenho do investidor em ações na Bolsa de Valores é primordial saber se está ganhando ou perdendo dinheiro e, para is...

quinta-feira, 4 de junho de 2015

Planilha para Calcular Ganhos com Aluguel de Ações

O aluguel de ações é uma operação em que investidores doadores emprestam aos investidores tomadores, por prazo determinado, e mediante a cobrança de uma taxa livremente pactuada, certa quantidade de ações. 

Trata-se de mais uma forma de remunerar a carteira de ações e, em alguns casos, a taxa de aluguel ultrapassa os 6% ao ano.

O cálculo do aluguel é definido pela fórmula: 


Cálculo da Remuneração Financeira

onde RD = remuneração ao doador, Q = quantidade de ativos alugados, C = cotação utilizada para o aluguel, i = taxa anual de remuneração definida pelo doador e du = dias úteis em que o aluguel esteve vigente.
A primeira vista essa expressão matemática parece indecifrável, mas depois de colocada em uma planilha eletrônica o cálculo da remuneração do doador passar a ser bastante simples e fica anotada assim: =((((1+(F6/100))^(G6/252))-1)*(B6*E6)).




Para calcular a remuneração na planilha basta preencher as células de fundo branco com a quantidade de ações alugadas, a data do registro, a data de vencimento do contrato, o valor da ação na data do registro e a taxa de juros.

A quantidade de dias úteis é calculada automaticamente na coluna "G" e, para isso, é necessário relacionar os feriados do ano que não ocorrem negociações de renda variável, que podem ser encontrados no próprio site da BM&FBovespa.



O cálculo dos dias úteis é feito nas células da coluna "G" por meio da função =NETWORKDAYS(C3;D3;A27:A41)-1 , com "-1" no final porque deve se excluir o dia inicial da contagem dos dias úteis.

Acesse a planilha AQUI . Para edita-la basta fazer fazer o login no Gmail e "fazer uma cópia", como na figura abaixo.




Veja também:
Planilha Básica para Investimento em Ações
Planilha do Google com Cotações de Ações em Tempo Real

Fechamento de Maio da Planilha Básica de Investimentos em Ações




A carteira desvalorizou 0,96% no mês de maio, mas acumula uma valorização de 15,71% desde o início em março de 2015.





Foram aportados mais dois salários mínimos, R$ 1.576,00, e adquiridas mais 16 ações da Congás e 26 ações da Porto Seguro.

Proventos Recebidos

BBAS3: 44,21
BBDC4: 0,70
BVMF: 4,96
CGAS5: 24,58

A carteira está vencendo o Ibovespa em 9,74%.

Esta carteira de ações é fictícia e tem objetivo de estudar o desempenho de um investimento a longo prazo que busca manter percentual mínimo determinado para cada ação como forma de diversificação.

Saiba mais sobre a Planilha Básica para Investimento em Ações.

Veja também:

terça-feira, 5 de maio de 2015

Atualização Mensal da Planilha Básica de Investimentos em Ações




A carteira valorizou 10,31% no mês de abril, acumulando-se uma valorização de 14,77% desde o início em março de 2015.



Foram aportados mais dois salários mínimos, R$ 1.576,00, e adquiridas mais 32 ações do Banco do Brasil e 18 ações da Cielo.

Proventos Recebidos

BBAS3: 24,80
BBDC4: 0,89
BVMF: 4,13
PSSA3: 23,54

Bonificações:
CIEL3: 2 ações

A carteira está vencendo o Ibovespa em 1,87%.

Esta carteira de ações é fictícia e tem objetivo de estudar o desempenho de um investimento a longo prazo que busca manter percentual mínimo determinado para cada ação como forma de diversificação.

Saiba mais sobre a Planilha Básica para Investimento em Ações.

Veja também:

Planilha do Google com Cotação em Tempo Real
Cotação do Dólar e de Outras Moedas em Tempo Real na Planilha do Google




sexta-feira, 1 de maio de 2015

Planilha Básica para Investimento em Ações



Para um melhor desempenho do investidor em ações na Bolsa de Valores é primordial saber se está ganhando ou perdendo dinheiro e, para isso, nada melhor do que registrar cada operação em uma planilha eletrônica.

As minhas primeiras anotações partiram de uma planilha bem simples para, com o tempo, acrescentar algumas funções mais complexas. Pensando nisso, resolvi disponibilizar esta Planilha Básica para Investimentos em Ações que poderá ser copiada pelo investidor.

Nesta planilha será utilizado o método que costumo usar para evitar a concentração de investimentos em algumas ações (all-in). Dessa forma, a distribuição dos aportes será feira de forma sistemática ao longo do tempo de acordo com a valorização ou desvalorização de cada papel onde os aportes buscam manter o percentual mínimo definido para cada empresa.

A carteira de ações foi desenvolvida na Planilha Google com atualização on line das cotações pelo Google Finance de acordo com a Bovespa, observando-se o delay de 15 minutos.




Os dados anotados nesta planilha tratam-se de um investimento fictício de dez salários mínimos distribuídos proporcionalmente de acordo com o percentual definido para cada ação predeterminado na coluna "K". A cada mês será feito um depósito de dois salários mínimos, um para cada uma das duas ações que estiver mais defasada em relação ao percentual mínimo e isso será indicado na coluna "M" acima. Para o custo da ação será considerado o fechamento do primeiro dia útil de cada mês.

As ações da planilha foram selecionadas aleatoriamente e não se trata de recomendação de compra.

Como forma de manter a planilha atualizada acompanharemos mensalmente o desempenho da esta carteira.



Cada ação tem uma página própria onde serão anotados cada aporte e proventos recebidos. No exemplo acima, foi usado página do BBDC4, onde foram anotados o primeiro aporte em 2 de março, o recebimento de bonificação em 26 de março, o segundo aporte e o recebimento de juros sobre capital próprio em 1º de abril de 2015.

Foram incluídos três gráficos para melhor visualização do desempenho da carteira de ações.

O primeiro indica, em sintonia com a coluna "L" da página principal, o percentual de cada papel  em relação à carteira de ações.



Neste segundo gráfico há um comparativo entre a carteira de ações e os aportes.




Este Gráfico compara a evolução da carteira de ações com o Ibovespa e o IPCA.




Foi criada uma página na planilha denominada de "Mobile" onde será possível a visualização na tela do smartfone de um resumo dos investimentos atualizado pela Google Finance.




Por fim, a planilha poderá ser acessada aqui. Para edita-la basta fazer fazer o login no Gmail e "fazer uma cópia", como na figura abaixo.



Acompanhe a atualização mensal da planilha.

Veja também:
Planilha do Google com Cotação em Tempo Real
Cotação do Dólar e de outras Moedas em Tempo Real na Planilha do Google


sexta-feira, 12 de setembro de 2014

O Banqueiro Caridoso

Certa tarde, um famoso banqueiro ia para casa em sua "limusine" quando viu dois homens à beira da estrada, comendo grama.
Ordenou ao seu motorista que parasse e, saindo, perguntou a um deles:
- Porque vocês estão comendo grama?
- Não temos dinheiro para comida.. - disse o pobre homem - Por isso temos que comer grama.
- Bem, então venham à minha casa e eu lhes darei de comer - disse o banqueiro.
- Obrigado, mas tenho mulher e dois filhos comigo. Estão ali, debaixo daquela árvore.
- Que venham também - disse novamente o banqueiro.
E, voltando- se para o outro homem, disse-lhe:
- Você também pode vir.
O homem, com uma voz muito sumida disse:
- Mas, senhor, eu também tenho esposa e seis filhos comigo!
- Pois que venham também. - respondeu o banqueiro.
E entraram todos no enorme e luxuoso carro.
Uma vez a caminho, um dos homens olhou timidamente o banqueiro e disse:
- O senhor é muito bom... Obrigado por nos levar a todos!
O banqueiro respondeu:
- Meu caro, não tenha vergonha, fico muito feliz por fazê-lo! vocês vão ficar encantados com a minha casa... A grama está com mais de 30 centímetros de altura!


Moral: Quando você achar que um banqueiro (ou banco) está lhe ajudando, não se iluda, pense mais um pouco antes de aceitar qualquer acordo....

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Dia dos Pais

Um novo olhar para a Parábola do Filho Pródigo


Autor: Bruno Nóbrega

Não importa no que você acredita, mas como você vive, Cristo estava dizendo.




Tolstói certa vez disse que “se queres ser universal, começa por pintar a tua aldeia”. Aqui, nossa aldeia se encontra na Palestina do Século I, no tempo das comunidades patriarcais.
Por questões de sobrevivência, era necessário assumir uma postura gregária, de proteção mútua. Em razão da escassez de alimento e da dificuldade de se proteger a propriedade, o isolamento era garantia de morte prematura.
As pessoas se encontravam, portanto, intimamente ligadas à terra. Do apascentamento dos rebanhos ao cultivo dos grãos, tudo era feito em conjunto pelo aldeões.
E o grande responsável pela manutenção dessa ordem era o patriarca, figura a quem se devia, portanto, grande respeito.


Sua influência se estendia para além do núcleo familiar, abrangendo também os seus empregados e suas respectivas famílias.
Diante desse cenário, e para um grupo de camponeses, Jesus narra uma parábola cuja incompreensão atravessa os séculos.
“Um homem tinha dois filhos. O mais novo disse ao seu pai: ‘Pai, quero a minha parte da herança’. Assim, ele repartiu sua propriedade entre eles. “Não muito tempo depois, o filho mais novo reuniu tudo o que tinha e foi para uma região distante; e lá desperdiçou os seus bens vivendo irresponsavelmente.
Depois de ter gasto tudo, houve uma grande fome em toda aquela região, e ele começou a passar necessidade. Por isso foi empregar-se com um dos cidadãos daquela região, que o mandou para o seu campo a fim de cuidar de porcos. Ele desejava encher o estômago com as vagens de alfarrobeira que os porcos comiam, mas ninguém lhe dava nada.
“Caindo em si, ele disse: ‘Quantos empregados de meu pai têm comida de sobra, e eu aqui, morrendo de fome! Eu me porei a caminho e voltarei para meu pai e lhe direi: Pai, pequei contra o céu e contra ti. Não sou mais digno de ser chamado teu filho; trata-me como um dos teus empregados’. A seguir, levantou-se e foi para seu pai.
“Estando ainda longe, seu pai o viu e, cheio de compaixão, correu para seu filho, e o abraçou e beijou.
“O filho lhe disse: ‘Pai, pequei contra o céu e contra ti. Não sou mais digno de ser chamado teu filho’. “Mas o pai disse aos seus servos: ‘Depressa! Tragam a melhor roupa e vistam nele. Coloquem um anel em seu dedo e calçados em seus pés. Tragam o novilho gordo e matem-no. Vamos fazer uma festa e alegrar-nos. Pois este meu filho estava morto e voltou à vida; estava perdido e foi achado’. E começaram a festejar o seu regresso.
“Enquanto isso, o filho mais velho estava no campo. Quando se aproximou da casa, ouviu a música e a dança. Então chamou um dos servos e perguntou-lhe o que estava acontecendo. Este lhe respondeu: ‘Seu irmão voltou, e seu pai matou o novilho gordo, porque o recebeu de volta são e salvo’.
“O filho mais velho encheu-se de ira e não quis entrar. Então seu pai saiu e insistiu com ele. Mas ele respondeu ao seu pai: ‘Olha! todos esses anos tenho trabalhado como um escravo ao teu serviço e nunca desobedeci às tuas ordens. Mas tu nunca me deste nem um cabrito para eu festejar com os meus amigos. Mas quando volta para casa esse teu filho, que esbanjou os teus bens com as prostitutas, matas o novilho gordo para ele!’
“Disse o pai: ‘Meu filho, você está sempre comigo, e tudo o que tenho é seu. Mas nós tínhamos que celebrar a volta deste seu irmão e alegrar-nos, porque ele estava morto e voltou à vida, estava perdido e foi achado’ “.
Para se compreender essa parábola, é preciso viajar no tempo e deixar de lado algumas concepções sociológicas que nós, ocidentais do Século XXI, costumamos utilizar.
Jesus falava de acordo com o tempo e os lugares.
Assim, um gesto que pode passar despercebido, mas que é fundamental no contexto social do Oriente Próximo, onde a história se passa, é o problema causado pela questão da antecipação da herança. Para aquelas pessoas, esse pedido equivalia a desejar a morte do patriarca, uma falta tão grave que poderia ser punida com o apedrejamento.
Mesmo diante daquela humilhação, o patriarca concorda com a solicitação do filho.
Este, ciente da sua situação, rapidamente vende os bens herdados e parte uma terra distante. Lá, dilapida o patrimônio e se vê obrigado a cuidar de porcos, algo absolutamente degradante para a época. E em razão da fome que se abate na região, passa a tentar se alimentar da comida destinada a esses animais.
No auge do seu sofrimento, ele “cai em si”. E a dor, qual uma ferramenta pedagógica, faz sua consciência despertar. Arrependido, ele decide buscar o perdão do pai.
E precisamente no episódio do retorno à casa, a sutileza da sabedoria de Jesus impressiona: o patriarca, um homem de andar lento e solene, corre em direção ao filho, abraça-o e beija-o no rosto, na frente de todos. Aquela cena chocante contrariava todas as tradições do patriarcado.
Por amor ao filho, porém, o pai se humilha perante a aldeia naquele gesto público.
Aqui, um detalhe. Naquela região, até hoje, quando há um conflito, uma forma comum de resolução é a mediação, feita por uma pessoa de confiança dos litigantes. Se a questão for resolvida, o gesto que sela a paz é exatamente o beijo no rosto.
Porém, no caso da parábola, em que o problema envolvia pai e filho na divisão de bens, a mediação caberia ao representante legal do patriarca — pela lei, o filho mais velho.
Este, contudo, percebendo que poderia se beneficiar daquela discórdia, prefere se omitir, deixando entrever sua verdadeira personalidade.
Retomemos.
O pai então manda trazer para o filho egresso sandálias e um anel, objetos utilizados apenas por membros da família, jamais por empregados, sinalizando que a reconciliação era plena. Ele estava sendo aceito novamente como filho, e não como mero serviçal.
A melhor roupa e o novilho gordo significavam que todos na aldeia estavam convidados para aquela ocasião especialíssima, solucionando o problema entre o pródigo e a comunidade.
Ao perceber que as festividades se deviam ao retorno do irmão mais novo, o mais velho “se enche de ira”, e se recusa a entrar na casa e receber os convidados, como ordenava a tradição.
“Então o pai saiu e insistiu com ele”.
Nesse instante, o filho enfurecido altera o tom de voz e sequer o reconhece como pai — “olha!” é o tratamento que ele usa. Como não bastasse, em tom de desprezo, refere-se ao próprio irmão como “este teu filho”.
Considerando tratar-se do futuro patriarca, de quem se espera uma postura de liderança e justiça, aquelas eram faltas tão graves quanto o pedido de antecipação de herança.
Preguiçoso, o filho mais velho se queixa de ter trabalhado muito — nas terras que seriam suas; ingrato, ele reclama não ter recebido sequer um cabrito — que poderia ter tido quando bem entendesse; difamador, ele esbraveja publicamente que o irmão gastara o dinheiro com prostitutas — algo que não se encontra no texto, mas em sua imaginação.
“Meu filho, você está sempre comigo, e tudo o que tenho é seu”. Naquela sociedade, era impensável que um patriarca precisasse se justificar a um filho, sobretudo publicamente, em meio a um desrespeitoso arroubo de fúria.
Novamente por amor, o pai se humilha perante toda a comunidade em atenção ao filho mais velho.
Note que, de acordo com a narrativa, este estava no campo quando percebeu a movimentação. É alegórico o fato de ele não estar em casa. O seu comportamento indica que jamais esteve realmente na “casa do Pai”.
Por várias razões, somos levados a nos deter nos erros do filho pródigo, muito embora ambos os filhos estejam igualmente perdidos em seu egoísmo, cada um à sua maneira. O primeiro, por rejeitar a providência do pai e fragilizar as estruturas mais fundamentais da comunidade; o mais velho, pelo chauvinismo velado e pela postura farisaica.
O Pai, por sua vez, preocupa-se apenas com uma única regra, a do amor. Sem maniqueísmos nem preferências.
Regressemos novamente ao trecho em que o Pai avista o filho que retorna. Naquelas poucas palavras encontra-se uma das mais importantes lições do Cristianismo, tão sutil que quase se perdeu no tempo.
No momento em que o pai corre em direção ao filho, abraça-o e beija-o, a sabedoria do Cristo está querendo nos mostrar que o restabelecimento dos laços primordiais, a religação, a “religião” entre Deus e os homens é algo direto, imediato, sem interferências de qualquer natureza.
Com sua linguagem alegórica, voltada para homens simples de dois mil anos atrás, o Cristo desconstrói concepções religiosas vigentes até hoje: utilizando-se das próprias Escrituras, Ele indica serem dispensáveis as convenções sociais, os cultos exteriores, os dogmas.
Nada deve ser interpor na relação entre o Pai e seus filhos.
De forma sublime, o Cristo nos mostra que não importa no que você acredita, mas como você vive.
O que “estava morto e voltou à vida, estava perdido e foi achado”, em verdade, é o vigor de Seus ensinamentos.

quinta-feira, 13 de março de 2014

A história de Hetty Green, a bruxa de Wall Street

Jornal GGM

Por Motta Araujo


ÍCONES DO CAPITALISMO - HETTY GREEN, A BRUXA DE WALL STREET - Nascida em 1834, filha de ricos proprietários de navios baleeiros - a indústria de captura de baleias era uma das maiores da Nova Inglaterra na primeira metade do século XIX - Henrietta Robinson aos 6 anos lia jornais financeiros para seu pai e aos 13 anos fazia a contabilidade da firma da família. Com especial dom para dinheiro, herdou do pai US$ 7,5 milhões ainda solteira e lutou como uma leoa para conseguir anular um testamento da tia para ficar com US$ 2 milhões que a solteirona  tinha deixado para caridade.
Com 33 anos casou-se com Edward Green, sem misturar patrimônio, fez um pacto ante-nupcial raro naquele tempo para proteger sua fortuna. Durante a Guerra Civil mudou-se para Londres e, com um apurado faro, comprou bônus americanos que estavam no chão em preço porque não se sabia o desfecho da Guerra. Quando esta acabou, os bônus valiam US$125 milhões, fazendo dela uma das mulheres mais ricas do país.
Em 1882 separou-se do marido, com o qual teve dois filhos, Edward e Silvia. Voltou a morar em Nova York, não usava água quente e nem aquecimento para fazer economia. Com os filhos fora de casa passou a viver em pensões baratas no Brooklyn e em Hoboken, andava disfarçada com chapéus e chales para ninguém saber quem era.
Tinha tanta liquidez que a Prefeitura de Nova York recorria a ela para necessidades imediatas de caixa, pagando juros extorsivos. Hetty Green emprestava dinheiro sob hipoteca e adorava ficar com as propriedades, não tolerava um dia de atraso. Também emprestava dinheiro para bancos e ferrovias, cobrando juros altos.
Sua sovinice era lendária, comia um prato de aveia por dia, nada mais, para fazer economia, quando o filho Ed teve um acidente de trenó e feriu a perna levou-o em peregrinação para as péssimas clínicas públicas, onde não curaram o ferimento, a perna infeccionou e teve que ser aputada, tudo para não pagar um médico particular.
Ao morrer, em 1916, sua fortuna foi avaliada em moeda de 2006 como equivalente a US$ 3,8 bilhões.
Sua última herdeira foi a filha Silvia, que morreu em 1951 e deixou toda a fortuna a 64 instituições filantrópicas, inclusive ao MIT, que com o dinheiro construiu seu laboratório de pesquisa nuclear em um terreno que era de  Hetty Green.
A "bruxa de Wall Street" faz parte de um grupo de acumuladores de dinheiro que não está ligado especificamente a nenhuma empresa, apenas ao dinheiro. Hetty Green é a predecessora do "Lobo de Wall Street".