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Planilha Básica para Investimento em Ações

Para um melhor desempenho do investidor em ações na Bolsa de Valores é primordial saber se está ganhando ou perdendo dinheiro e, para is...

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sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Luiz Barsi: As Três Regras Básicas para não se Preocupar com Prejuízos em Investimentos em Ações

Terceira parte da entrevista do grande investidor Luiz Barsi ao programa TV Economista. A primeira parte foi transcrita aqui e a segunda aqui.
TV Economista: Como é que eu devo entrar no mercado de ações, quais são os primeiros passos?
Luiz Barsi:  Nós poderíamos iniciar dizendo o seguinte, que, a grande maioria dos jovens tem sido orientado no sentido de buscar a especulação, no sentido participar de projetos que visam exclusivamente em comprar e vender, vender e comprar. O que eu posso aconselhar, em termos de experiência, aos economistas e aos telespectadores em geral é o seguinte, o mercado dificilmente consegue contemplar, de uma maneira positiva, quem especula. Quem especula vai ganhar a primeira, vez vai ganhar a segunda... e eu já tive exemplos, participando do mercado, de dentro do pregão, de profissionais, como eu, que suspiravam saindo do pregão e diziam: puxa!  Ganhei a gasolina, mas depois do décimo dia, eles saiam e diziam, eu perdi o carro.
Então, a forma mais objetiva, a forma mais certa, mais lógica de se participar de uma estrutura acionária é investindo e procurando a formação desta carteira previdenciária que eu tanto tenho divulgado para que ele possa formar uma renda mensal que lhe proporcione uma vida digna.
Então, a maneira de entrar, a forma, a operacionalização do mercado de capital seria formatar um programa de aplicações. Se ele não pode comprar uma aposentadoria de uma só vez, ele pode de uma forma programada alcançar essa aposentadoria através do estabelecimento de metas. Eu vou dar um exemplo que espero ser prático, quem comprar hoje [17.10.2013] cem mil ações da Eletrobras vai ter assegurado uma receita de R$ 163.000,00 ao ano. Se se dividir isso aí por 12 tem-se uma aposentadoria de mais ou menos R$ 8.000,00 por mês. Só que 100 mil ações da Eletrobras custam um milhão de reais. Então, a minha a minha proposta, a minha visão é que ele projete uma meta, projete um programa para logo de uma série de aplicações para um dia se ter as 100 mil ações da Eletrobras.
Então seria um programa de investimentos que é aquilo que eu faço e tento mostrar para as pessoas através de uma participação sistemática. Como é que ele teria que examinar esse início, eu, na experiência que acumulei ao longo desses 46 anos de mercado, posso afirmar que, sem nenhum erro, sem nenhuma sem nenhuma forma de errar, existem três regras para se aplicar no mercado sem ter sem ter que se preocupar com o fantasma do prejuízo, essas regras são:
Primeira regra, nunca direcionar para o mercado o recurso que você tenha programado para qualquer outro gasto ou projeto. Vou dar um exemplo prático, suponha que você tenha R$ 100.000,00 e decida ingressar no mercado, então você tem um objetivo de daqui a 60 dias comprar um automóvel e esse automóvel custa R$ 40.000,00. Então, se há essa disponibilidade de R$ 60.000,00, você aplica R$ 60.000,00 dentro de um critério que é subsequente. Então, objetivo em primeiro em primeiro momento é aplicar, comprar para visualizar o dividendo, isso não acontece em pouco tempo, isso acontece num determinado período de tempo.
A segunda regra, eu costumo até brincar, é nunca comprar uma dica, o que que é uma dica? Vou dar um exemplo prático, Eike Batista, as ogxs da vida, não é isso? Isso foi uma dica, todo mundo chegava e falava, me dá uma dica, então o camarada falava: o Eike Batista... Não tenho nenhuma intenção de falar mal dele, mas é uma realidade, isso feriu parte do mercado, as ações deles foram lançadas aí a R$ 13-14,00, existiram previsões de grandes instituições financeiras e isso foi divulgado, inclusive, no Jornal Valor Econômico que estampou uma matéria grande das empresas que projetaram o resultado a R$ 30-32,00 e hoje ela custa R$ 0,32.
Então a segunda regra seria o seguinte, nunca compraram uma dica, comprar papéis que possam estar representados por estruturas bem fundamentadas, com histórico de resultados, com históricos de dividendos, histórico de crescimento... que é isso que se faz no mercado internacional. Nos Estados Unidos, o cidadão compra uma ação numa relação preço patrimônio muito superior a nossa, mas ele tem a segurança de ter analisado e chegaram à conclusão que aquele é um bom investimento.
Então a forma de se chegar a um bom investimento, na realidade, ninguém precisa estudar economia para isso, então ele tem que procurar um profissional que tenha esta formação e que, dê preferência, esteja ligado ao setor de ações.

A terceira regra, é uma regra que nem deveria existir, mas eu a coloquei pelo seguinte, porque é uma regra que o cidadão nunca deve vender por necessidade. Porque, ao longo do tempo, se ele direciona o seu recurso para outros projetos e, de repente esse projeto não dá certo, ele acaba tendo que vender o papel de uma forma inadequada e no momento, também, inadequado. E existe, também, dois critérios que, na minha modesta opinião, são importantes, são eles: disciplina e paciência.

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Fechamento do Mês de Outubro de 2016

“Veja as flutuações do mercado de ações como suas aliadas, não como suas inimigas, lucre com a insensatez em vez de participar dela.”
Warren Buffett


FECHAMENTO



Neste mês a carteira seguiu a forte ascensão do Ibovespa e fechou com alta espetacular de 13,85%.

Desempenho do Mês:
Carteira: 13,85%
Ibovespa: 12,82%
CDI: 1,05%
IPCA: 0,08%




Seguindo a estratégia de comprar ações dos papéis mais defasados da carteira, foram aportados mais dois salários mínimos, R$ 1.760,00, que, somados aos proventos recebidos, foram suficientes para adquirir mais 27 ações da BB Seguridade [BBSE3] e de mais 125 ações da Prumo Logística [PRML3].

Proventos do mês de setembro: R$ 1,75
BBDC4: R$ 1,75



Acesse a "Planilha Básica para Investimentos em Ações" aqui ou saiba mais sobre ela aqui.

LEITURA DO MÊS



A ARTE DE PENSAR CLARAMENTE
Autor: Dobelli, Rolf

SINOPSE:

Já se sabe, não é de hoje, que a tão incensada racionalidade humana é falha e todos os indivíduos são passíveis de erros de avaliação e escolhas equivocadas. Best-seller internacional, traduzido para 30 idiomas, com mais de 500 mil exemplares vendidos na Alemanha, A arte de pensar claramente – do fundador do Zürich Minds e ex-diretor do grupo Swissair, Rolf Dobelli – reúne pesquisas inovadoras de economia comportamental, psicologia e neurociência para abordar erros cognitivos recorrentes.  Com trânsito livre no alto escalão do mundo corporativo, Dobelli também se surpreendeu com a sucessão de falhas de interpretação que levou à crise de 2008, especialmente, num ambiente no qual deveria predominar a racionalidade. No livro, o autor aponta 52 armadilhas crônicas e afirma que erros de pensamento são desvios sistemáticos em relação ao raciocínio e ao comportamento ideais, lógicos e sensatos. Formado em Ciências Empresarias e com PhD em Filosofia da Economia pela Universidade St. Gallen, na Suíça, Dobelli chama atenção para a repetição dos mesmos enganos, quase sempre numa mesma direção, e insere ao debate a tendência humana para a ilusão e excesso de confiança no processo de tomada de decisões e escolhas.  Ao buscar compreender os mecanismos que induzem a mente humana ao erro, valendo-se de conhecimentos da psicologia, evolucionismo e da ciência cognitiva, Dobelli lista em A arte de pensar claramente a reincidência de tais equívocos e esmiúça o quebra-cabeça do raciocínio humano.


COMENTÁRIO

Economia comportamental é um assunto atual e o autor dessa obra prima é um das maiores estudiosos do tema.
Apesar da complexidade do tema, o livro e de fácil leitura e suas cerca de 300 páginas podem ser lidas em poucos dias.
Neste livro o autor nos apresenta uma série de armadilhas do pensamento que demonstram os limites de nossa racionalidade.
Muitos desses limites nos fazem compreender um pouco mais o comportamento humano e perceber que, nem sempre, estamos no controle de nossas ações.

NOTÍCIAS DO MÊS

  • O Dia | Em 12 meses, vendas de veículos novos têm queda de mais de 27%.
  • Folha | Produção Industrial cai 3,8% em Agosto. No ano, a produção industrial acumula queda de 8,2%.
  • Valor | PIB Brasileiro cai 0,91% em agosto e nos últimos doze meses a retração foi de 5,48%.
  • O Globo | Pedidos de recuperação judicial têm alta de 62% em relação a 2015.
  • Reuters | Brasil perde quase 40 mil empregos formais em setembro, pior que o esperado. No acumulado dos últimos 12 meses a economia brasileira perdeu 1.599.733 vagas de empregos formais.
  • Reuters | Inadimplência no Brasil fica em 5,9% em setembro, maior nível da série, diz BC.
  • Valor | Taxa de desemprego vai a 11,8% no 3º trimestre, aponta IBGE.
  • Reuters | Arrecadação federal cai 8,27% em setembro, diz Receita. O dado veio abaixo da expectativa de 96 bilhões de reais e representou o pior desempenho para o mês desde 2009.


CAPITAL EXTERNO NA BOLSA



  • Em Outubro: Entrada de R$ 4,474 bilhões
  • Em 2016: Positivo em R$ 17,517 bilhões
  • Saldo Acumulado:  R$ 68,152 bilhões


PARA FINALIZAR

Apresentadora da GloboNews, Maria Beltrão, lê e-mail do Dr. Cuca Beludo.


Veja também:


quarta-feira, 27 de abril de 2016

A Bolsa de Valores e os Juros Altos

O principal problema da bolsa de valores brasileira, na minha humilde opinião, é a alta taxa de juros praticada no Brasil. Os investidores pessoa-física que investem suas economias na bolsa de valores são desbravadores, uma vez que poderiam ter uma renda garantida com juros reais muito elevados - se comparado com o mundo civilizado - mantidos pelo Banco Central. Mudar essa política é mexer num vespeiro de rentistas que nem sonha em aplicar na renda variável.

O artigo do ex-ministro Luiz Carlos Bresser Pereira esclarece esse tema, veja abaixo.

A Alemanha e os rentistas de classe média
Luiz Carlos Bresser Pereira

Li hoje no Wall Street Journal uma notícia muito interessante. A classe média alemã está furiosa com o presidente do Banco Central Europeu porque este tornou a taxa de juros básica negativa. Como essa classe média vota no partido conservador (democrata-cristão) hoje no governo, seus políticos estão também inconformados com a política de Mario Draghi - que certamente é a política correta, dado o baixo crescimento da Zona do Euro e taxa de inflação próxima de zero.
Para nós, brasileiros, esta notícia é muito significativa. Desde o Plano Real, os brasileiros pagam a uma parte deles - os rentistas - cerca de 6% do PIB, porque o Banco Central realiza sua política monetária em torno de uma taxa de juros real muito alta - cerca de 6% - enquanto hoje nos países ricos essa taxa é negativa, e nos países em desenvolvimento, gira em torno de 2%.
Por que os contribuintes pagam esses juros extorsivos? Os economistas liberais dizem sempre que isto se deve à falta de crédito do Estado, que decorreria de irresponsabilidade fiscal. Não é verdade. Entre 1999 e 2012 o Estado brasileiro foi responsável no plano fiscal.
Eu digo há muito que o problema é político. Que o Banco Central mantém uma taxa de juros real tão alta devido aos interesses dos rentistas e dos financistas que administram a riqueza dos primeiros. E que esses rentistas não são apenas os muito ricos. Há uma grande classe média rentista, que está muito satisfeita com os juros altos. Mais do que isso, exige que os juros sejam altos.
Isto ficou muito claro em 2012, quando a presidente Dilma Rousseff logrou baixar os juros para 2% reais. A meu ver foi esse o fato principal que fez a classe média tradicional se voltar contra ela, e sua popularidade cair verticalmente em 2013.
Quando faço essa afirmação, os liberal-conservadores dizem que estou caindo no erro da "teoria da conspiração". Não estou. A notícia que vem da Alemanha confirma o que venho afirmando.

sexta-feira, 11 de março de 2016

Luiz Barsi: Os Problemas do Mercado de Capitais no Brasil

Transcrevo mais uma excelente entrevista de Luiz Barsi Filho do “Programa TV Economista” em que ele faz uma explanação dos problemas do mercado de capitais no Brasil.
Luiz Barsi, um dos mais respeitados aplicadores em Bolsa de Valores do Brasil.
O mercado de capitais no país é de extrema importância, numa economia de mercado, as bolsas de valores e o segmento acionário são concebidos com a finalidade de promover a capitalização das empresas e essa capitalização, evidentemente, acaba redundando no crescimento das empresas, em evolução tecnológica, enfim, é importante.
Dentro desta importância existem fatores que se seguem, por exemplo, aqui no país lamentavelmente, nós somos considerados um país que tem uma bolsa rica e o mercado pobre. Por que? porque quem regulamenta o mercado é a bolsa, então a bolsa produz autorregulação do mercado, e essa autorregulação não tem produzido os efeitos esperados pelo mercado, tanto é fato que boa parte dos lançamentos que normalmente se seguiriam a outros que já aconteceram em época de maior e melhor brilhantismo, eles estão estagnados. Antes de 2008 nós tivemos um lançamento de muitas empresas, especialmente empresas da área de construção civil.
Após isso, quando tivemos aquele episódio do Subprime nos Estados Unidos que acabou sendo uma crise sistêmica e abalou todos os mercados, inclusive o mercado brasileiro, a produção de capitais acabou sendo interrompida porque todos os fatores econômicos conduziram a crise a uma pressão de venda das ações com o recuo, com a queda das cotações. Então as possibilidades de novos aportes nas empresas ficaram prejudicados porque as cotações caíram e as empresas não reuniam condições de lançar as ações nos preços que estavam baixos.   
Seguiu-se a isso um período melhor adaptação, de melhor desenvolvimento, de algum crescimento, até, e devido ao desenvolvimento de algum crescimento até e após 2008 o mercado experimentou uma ligeira recuperação, entretanto, não foi suficiente para produzir novas aberturas de capitais. Recentemente tivemos a abertura de capital que, na verdade foi a criação de mais uma estatal, foi a BB Seguridade, foi um segmento que se tirou do Banco do Brasil e se individualizou, que é o setor de seguros, criando-se a BB Seguridade. Mas, fora isso, inclusive, não só através dos novos lançamentos que ficaram prejudicados, como também as subscrições. Tivemos inúmeros empresas que ensaiaram subscrições para poderem ampliar suas atividades e essas subscrições tiveram que ser canceladas. A Suzano é uma delas.
A Suzano alicerçou um projeto de desenvolvimento bem audacioso e ia necessitar de recursos, mas infelizmente nós tivemos alguns fatores econômicos, como a valorização do dólar e a desvalorização do real e isso aí acabou prejudicando as empresas que possuem dívidas e financiamentos em dólar. Com isso, o mercado acabou um pouco mais arredio e o capital estrangeiro também se acabou retirando recurso daqui porque com a intervenção que o governo acabou produzindo, especialmente no setor de energia elétrica, grande parte ou boa parte das empresas desse setor, fora a Eletrobras e a CESP. Elas são empresas cujo os controladores de Capital estrangeiro, então, isso aí abalou o sentimento, aquela credibilidade que normalmente nós deveríamos produzir para que novos capitais fossem atraídos.
Agora nós estamos atravessando uma nova fase, uma fase em que o governo pretendeu diminuir o custo de energia. Entretanto, essa diminuição do custo da energia que acabou se refletindo ou está se refletindo no consumidor de energia, ele vai ter reflexo na população como um todo porque o Decreto acabou penalizando as empresas, mas as empresas têm que receber suas indenizações e essas indenizações remontam aí a quase 14, 15 bilhões de reais. Lamentavelmente, o governo vai ter que arcar com isso.
Então, o custo dessa intervenção, teve um reflexo muito negativo porque ao frigir dos olhos o governo não acabou diminuindo o custo da energia porque ele foi obrigado a acionar a energia produzida por termicidade - que são as usinas térmicas - e o custo de produção das energias térmicas é extremamente mais caro.

quarta-feira, 9 de março de 2016

Capital Externo na Bovespa, o Negócio é Seguir o Fluxo

Fluxo de Capital Externo na Bovespa.





Acredito que não dúvida de que o que move o Ibovespa é o Capital Externo na Bolsa (CEB).


Observe que este ano de 2016 o fluxo de CEB começou positivo com entrada de R$ 122,8 milhões em 4 de janeiro, quando o Ibovespa marcava 42.141 pontos.


Logo em seguida, o fluxo se inverteu para o que parecia uma fuga de capitais com a perda do grau de investimentos pelo Brasil e em 18 de janeiro o saldo já era negativo em R$ 1,518 bilhão e o Ibovespa chegava ao menor índice desde 2008, marcando 37.937 pontos.


Na segunda quinzena de janeiro o fluxo de CEB começou a se inverter, mas ainda negativo em R$ 167,33 milhões e o Ibovespa, no mesmo caminho, já marcava 40.405 pontos.


Na segunda quinzena de fevereiro, mesmo com todos os problemas enfrentados pelo Brasil nos últimos meses, o saldo se inverteu e voltou a ficar positivo em R$ 1,79 bilhão e o inesperado aconteceu com a virada do Ibovespa que já marcava 43.234 pontos, em um claro sinal de recuperação.


Por fim, no último dia 4 de março de 2016, entraram impressionantes R$ 2,12 bilhões e Ibovespa atingiu 49.087 pontos.


Os do fluxo de CEB são disponibilizados com três dias de atraso, mas considerando que que Ibovespa segue seu curso ascendente, ainda que com menor força nos últimos três pregões, não seria difícil imaginar que o fluxo de capital externo na Bovespa ainda não deu sinal de de partida da bolsa brasileira, mas, penso, isso é questão tempo.


Portanto, o negócio agora é seguir o fluxo de Capital Externo na Bovespa que no dia 4 de janeiro de 2016 estava positivo em R$ 58,289 bilhões.

Acompanhe no fluxo de capitais na bolsa brasileira pelo excelente Dados da Bolsa

terça-feira, 8 de março de 2016

Luiz Barsi, um Fora de Série

Um dos maiores investidores da Bovespa, Luiz Barsi Filho, neste vídeo depoimento publicado no programa “Foras de Série”, explica a importância do investimento a longo prazo em ações e como e porque se deve formar uma carteira previdenciária de longo prazo.
Paulistano, do bairro do Brás, Barsi tem a simplicidade e a disciplina como seus pilares para o sucesso.
Logo que começou a sobrar dinheiro, ainda jovem, passou a investir na Bolsa de Valores com a intenção de construir a sua própria previdência, com as ações de empresas sólidas e boas pagadoras de dividendos.
Deu muito certo!! Tanto que, meio século depois, ele é um dos maiores investidores do Brasil e principal acionista de pessoa física e de “gigantes” como Banco do Brasil, Klabin, Ultrapar e Eternit.
Hoje, além de estudar o mercado e gerir sua própria carteira de ações, Barsi ajuda outras pessoas a comprarem ações com a mesma fórmula que o transformou em um dos mitos do Mercado de Capitais.

Por isso ele é um... Fora de Série.


Eu sou uma pessoa que aprendi que investimento é um fator preponderante quando você direciona seus recursos. Lamentavelmente, neste país nós tivemos uma fase em que as autoridades tentaram e, de alguma foram, conseguiram cristalizar a mente do indivíduo, o aplicador - principalmente em relação à poupança - estimulando e induzindo, na realidade, em última análise, a praticar agiotagem, porque você emprestar dinheiro seja para o banco, seja aplicando na poupança você está praticando agiotagem e eu, desde a minha formação, sempre interpretei que é muito importante você participar do desenvolvimento da riqueza, da criação, da geração de riqueza e o que é que acontece? Para você poder participar desta filosofia é muito importante que você se integre no contexto que provoca o investimento nesse segmento.
Então esse segmento seria o que? Seria o investimento na empresa, em projetos... Só que você simplesmente não pode, em um país como o nosso e nos Estados Unidos também, investir no projeto pura e simplesmente. Você tem que se associar a esse projeto através do que?  Através da compra de ações, onde você tem a possibilidade de gradualmente se associar a esse projeto.
Eu, quando iniciei a minha participação no mercado, acreditava sincera e honestamente, que o segmento de ações lhe proporcionava a possibilidade comprar uma pequena ação ou uma ação por um preço barato porque aqui no país, lamentavelmente, eu não sei se lamentavelmente ou brilhantemente, as ações, as empresas não conseguem sensibilizar o aplicador, o investidor a ser um investidor. Até agora, por força de ingerência da bolsa, que estimula o indivíduo a especular. O que que o indivíduo faz? Ele quer o lucro rápido, ele quer o retorno do seu capital, que antes era em horas, agora é em segundos.  
Então, eu acho que o investimento ainda é o procedimento correto e, se você analisar bem, a forma em que você tem de participar de projetos nobres. O cidadão olha sempre de uma maneira procurando exercitar a condição de dono. Então, para vocês exercitar a condição do dono, evidentemente, você não pode participar de grandes projetos. Por exemplo, eu não tenho condições de montar uma empresa como a Petrobras, nem como Eletrobrás, nem como a Klabin e nem como a Suzano. Então o que que eu faço? Eu me associo em pequena escala e essa pequena escala que você vai devolvendo gradualmente, você, às vezes, acaba por conquistar uma parcela de participação que não é só uma definição do mercado de proporcionar a possibilidade de comprar uma ação barata. Às vezes você acaba comprando uma participação, embora pequena, barata.
A minha entrada no mercado de Mercado de Ações foi uma escolha, não foi por acaso, nem por acidente, foi pela opção mesmo. Eu sou economista e, na época, estudava direito e eu era, inclusive, um dos contratados para fazer a reforma administrativa da Prefeitura. Depois, fui contratado também pelo Dr. Roberto Stament [?] que, inclusive, é membro do conselho. Na época ele era diretor de uma autarquia chamada SAEC. A SAEC era Superintendência de Águas e Esgotos da Capital. E nós havíamos sido contratados, 5 ou 6 economistas, justamente para tentar compor o custo da água em São Paulo, uma coisa absolutamente impossível, que a gente acabou concluindo, porque não havia como você dar início a uma operação que pudesse concluir sobre um custo homogêneo, um custo justo. E, na ocasião, que era, se não me falha a memória, era o presidente do São Paulo, Laudo Natel, era o governador, havia um interesse, porque naquela ocasião, o cidadão pagava a água uma vez a cada seis meses, a conta de água vinha uma vez a cada seis meses. Então havia necessidade de se tentar aumentar a receita da SAEC, naquela ocasião. Então, a fórmula que nós encontramos foi o seguinte, sem aumentar o valor, nós fomos diminuindo o intervalo. Então, o que aconteceu? Em vez do cidadão pagar semestralmente, ele passou a pagar trimestralmente, depois veio bimestralmente e depois mensalmente, quer dizer, foi uma forma de aumentar 300 400% sem aumentar a parcela.
Então, não ocasião, eu senti que o meu perfil não era um perfil de estar atento, de estar submisso a uma estrutura como a estrutura do Estado. Você não tinha oportunidade, você não tinha a possibilidade de crescer com seu desempenho, com a sua capacidade e fui, então, para o mercado de valores. Na época, o mercado de valores era super insipiente, e a gente começou a fazer algumas análises, fazer movimentos até que em 1967 veio a regulamentação do Conselho Monetário Nacional. Com isso, criaram-se as sociedades corretoras, criou-se a bolsa de valores e a gente acabou, em sociedade com outros parceiros, comprando uma corretora de valores, comprando um título, na verdade, mas com esse título nós ficamos muito pouco tempo com ele porque o mercado sofreu uma evolução acima do desejado e acima do esperado também e nós acabamos negociando o título por um valor astronômico e foi uma das grandes coisas que a gente conseguiu fazer.
Em seguida, o mercado começou a entrar numa realidade, os recursos que eram disponíveis por conta do Decreto Lei nº 157/67 começaram a escassear, houve o ingresso de um volume de papéis muito grande.  Então, havia uma distorção, havia um desequilíbrio. De repente, o mercado recebeu um volume de recursos muito grande e quantidade de papeis era pequena e, então, os preços foram evoluindo de uma forma tal que acabou chegando até o momento de desespero para muitos. E, aí, o mercado, depois, passou por uma fase de ajuste de junho/julho de 71, 72 e 73. Em 74 e 75 começou equilibrar e eu venho participando desde então.
Quando operava no mercado, no início, eu não tinha, ainda, estabelecido essa essência de tentar se criar uma carteira de previdência. Essa iniciativa, essa vontade, essa necessidade até, eu diria, surgiu porque a gente fez uma série de análises e essas análises convergiam para o seguinte, o cidadão brasileiro, lamentavelmente, há 30, 40 anos ele se aposentava como um executivo e acabava virando indigente. Hoje ele já se aposenta direto como um indigente.
Então, a gente foi cultuando a ideia de que havia necessidade de você formatar um posicionamento previdenciário que fosse mais generoso que aquele que o Estado pudesse, eventualmente, te oferecer. O que eu fiz, deu certo. Eu comecei fazendo com poucos recursos. Agora, eu faço a mesma coisa com volume muito maior de recursos. Então, o efeito multiplicador, ele tem uma forma de se multiplicar muito mais intensa do que antigamente, essa que é a realidade. Então, eu continuo fazendo a mesma coisa, eu continuo cultuando a compra como um investimento. 
Não vou falar que eu só ganhei, teve momentos em que tive ações de empresas que, por teimosia de não vender, apesar de ter boatos, informações…, eu acabei me prejudicando e perdendo o posicionamento em ações que tinha naquelas empresas. Então, por exemplo, eu tinha 10% de um banco chamado de Banco do Progresso, eu tive ações do Banco Nacional, que também sofreu intervenção do Banco Central, tive ações do Banco Econômico, mas, foram perdas suportáveis exatamente pelo fato de você não ter colocado todos os ovos na mesma cesta. Então, houve uma perda, mas foi uma pena suportável. E, o que aconteceu? Aquela pedra acabou sendo assim suplantada exatamente pela convicção que a gente tinha de continuar desenvolvendo mesmo projeto que a gente desenvolveu no início da nossa atividade.

domingo, 31 de janeiro de 2016

ImportXml: Insira Dados Fundamentalistas em Sua Planilha de Ações




O ImportXML é uma função existente no Google Drive que permite, entre outras coisas, alimentar sua planilha de ações com dados fundamentalistas disponíveis na internet.


A função ImportXML importa vários tipos de dados estruturados, incluindo XML, HTML, CSV, TSV e XML de feeds RSS e Atom.


Para usar essa função é necessário ter uma conta no Google e acessar o Google Planilhas. Se você for usuário do Excel não terá dificuldades.


A função é redigida da seguinte forma: IMPORTXML("url";"consulta_xpath")


Aqui vamos usar a função para alimentar a Planilha Básica de Investimentos em Ações com dados fundamentalistas do site GuiaIvest.


Como exemplo prático, ao buscarmos o DPA (Dividendos Pagos por Ação) do Banco do Brasil no site GuiaInvest a função função ficaria assim:


=ImportXML("http://www.guiainvest.com.br/raiox/default.aspx?sigla=bbas3";"//*[@id='lbDividendoPagoAcaoAtual']")


Na primeira parte é copiada a URL da página entre aspas, na segunda, também entre aspas, fica o XPath.


O XPath é uma linguagem de consulta usada para escolher peças de informação a partir de páginas na web.


A configuração da função ImportXML é bastante simples, para isso basta seguir o passo a passo abaixo.


Passo 1. Acesse o Google Planilhas.


Passo 2. Utilize a função ImprtXML do google finance.


Passo 3. Abra a página da internet de onde serão colhidos os dados. No nosso caso, utilizaremos o GuiaInvest e Bastter.

Passo 4. Copie a URL da página para a primeira parte da função.



Passo 5. Clique com o botão direito do mouse sobre o índice a ser copiado para a planilha, por exemplo, o DPA (2,0756) na aba Raio X do Banco do Brasil no site GuiaInvest.


Passo 6. Depois, clique em "Inspecionar".


.



Passo 7. Clique com o botão direito do mouse sobre os códigos correspondentes ao dado a ser alimentado (DPA), depois em Copy e, finalmente, em Copy XPath.





Passo 8. Cole o código fonte copiado para a segunda parte da função.


O dado a ser copiado já aparecerá destacado sob uma faixa cinza, mas, na dúvida, basta passar o mouse sobre os códigos e as informações da página se destacará.




Também é possível copiar dados do site Bastter.


DPA do Banco do Brasil: =ImportXML("http://www.guiainvest.com.br/raiox/default.aspx?sigla=bbas3";"//*[@id='lbDividendoPagoAcaoAtual']")


Observação 1: Tanto a URL quanto o XPath devem ser escrito entre aspas. Ocorre que às vezes o código fonte contém itens entre aspas. Nesse caso, para não dar erro, substitua as aspas duplas existentes (") por aspas simples (').


Observação 2: Não consegui copiar dados do site fundamentus.com.br .

Veja exemplo prático na Planilha Básica de Investimentos em Ações aqui e aqui:

Fontes Consultadas: 
https://support.google.com/docs/answer/3093342?hl=pt-BR
http://zoomspring.com/learn-importxml-tutorial/
http://www.agenciamestre.com/seo/importxml-guia-de-uso-e-exemplos-praticos/
https://www.distilled.net/blog/distilled/guide-to-google-docs-importxml/